quarta-feira, 14 de maio de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Surdocegueira e DMU. Uma abordagem diferencial.
No estudo das Deficiências Múltiplas – DMU; surge
uma inquietação ou mesmo uma duvida capaz de confundir o aprendiz, interlocutor
do conhecimento. A conclusão de que a ocorrência de surdocegueira não configura
um quadro de DMU, de fato gera certa contrariedade, visto que audição e visão
são órgãos sensoriais diferentes e independentes.
A deficiência múltipla DMU é caracterizada quando
o indivíduo apresenta duas ou mais deficiências associadas, de ordem física,
sensorial, mental, emocional ou de comportamento social. “Considera-se uma pessoa
com deficiência múltipla sensorial aquela que apresenta deficiência visual ou
auditiva, associada a outras condições de comportamento e comprometimentos,
sejam elas na área física, intelectual ou emocional, e dificuldades de aprendizagem.”
(MEC/SEESP/2006).
As
pessoas com surdocegueira não se enquadram como integrante do grupo de
acometidos de Deficiências múltiplas, visto que, quando elas têm oportunidades
interagem com o meio e com as pessoas adequadamente, a ocorrência de surdo cegueira configura duas deficiências de
ordem sensorial, por esse motivo não se caracteriza como deficiência múltipla.
Tanto a deficiência múltipla DMU,
quanto a surdocegueira,
geram nos indivíduos acometidos,
comportamento de dependência de outras pessoas para lhes dar o suporte necessário
em seu cotidiano para que tenham acesso ao mínimo de qualidade de vida, a
partir do atendimento as suas necessidades básicas, principalmente no tocante
ao atendimento educacional e nas questões de saúde.
A mais frequente causa da
deficiência múltipla é a Paralisia Cerebral, que compromete a postura e a
mobilidade. Os movimentos voluntários são limitados em termos qualitativos e
quantitativos.
A DMU impõe ao aluno
(individuo) limitações diversas que acabam por desenvolver um quadro clinico
negativo agravado por Saúde mais frágil com pouca resistência física, problemas
com deglutição e mastigação, Controle respiratório e pulmonar, convulsões e
outros.
Contudo a
deficiência múltipla DMU e a surdocegueira não impede o aluno de interagir com
o meio e com o outro, desenvolver relações sociais e afetivas através de uma
relação de confiança, minimizando as limitações de acesso aos ambientes, a dificuldades
de responder a estímulos relevantes, interpretar informação.
Para as pessoas
com DMU e Surdocegueira a aquisição da comunicação, tem que considerar todas as
potencialidades diagnosticadas e ao mesmo tempo é necessário organizar o mundo
da pessoa por meio do estabelecimento de rotinas claras e uma comunicação
adequada. Faz-se necessário desenvolver atividades de maneira multisensorial
para garantir aproveitamento de todos os sentidos e que sejam atividades que
proporcionem uma aprendizagem significativa com oportunidades de generalizar
para outros ambientes e pessoas.
A pessoa com
deficiência múltipla necessita de um ambiente reativo, isto é, que responda a
suas iniciativas. Seu tempo de resposta deve ser respeitado e a habilidades de
fazer escolhas deve estar dentro de suas atividades programadas.
Rita de Cássia Sales
Soares.
domingo, 9 de março de 2014
Proposta Bilingue para Pessoas com Surdez
A PROPOSTA BILÍNGUE PARA PESSOA COM
SURDEZ.
No
Brasil tem avançado muito a construção da proposta de Educação Inclusiva nas
mais diversas modalidades de deficiências que acometem a nossa população, nas
mais variadas fases da vida, muito embora a freqüência escolar não esteja
vinculada a idade, é na infância e adolescência que se convenciona freqüentar a
escola. A especificidade do atendimento inclusivo fez surgir vinculado ao
processo educacional formal o AEE – Atendimento Educacional Especializado.
No
AEE a educação de crianças surdas é referenciada na modalidade de atendimento
que conjuga o AEE em LIBRAS, o AEE de LIBRAS e o AEE para o ensino da Língua
Portuguesa, no intuito de desenvolver o aluno em diferentes direções do conhecimento,
sendo importante verificar a forma de trabalho para cada modalidade apresentada,
A criança surda numa sociedade de ouvintes é estimulada a desenvolver seus
resíduos auditivos, e encorajada a usar a fala para se comunicar, considerando
que a língua usual é a verbal.
Segundo
FERNANDES - (1990). “O significado social da surdez está ligado à ausência da
linguagem comum à maioria, mas não se pode negar características próprias a
comunidade surda sob o risco de negar recursos de integração”.
Nessa
perspectiva, temos a nível mundial uma população surda que apesar de numerosa
não integra formalmente a sociedade cultural.
“O ‘planeta dos surdos’
compreende 130.000.000 de indivíduos em todo mundo. Um contingente silencioso,
invisível, que nós ignoramos. Por medo, por desconforto, por conhecimento
profundo... O estudo deste mundo proporciona uma reflexão apaixonante sobre os
comportamentos, as religiões, as artes, as linguagens. A sua língua gestual é
um tesouro da humanidade. Em nossa sociedade. Em nossa sociedade de
comunicação, os ouvintes têm tudo a aprender daqueles que falam com seus
corpos.” (Jean Grémion).
No
Brasil o bilinguismo para o surdo, conjuga a língua de sinais da comunidade
surda, ou seja, a Língua Brasileira de Sinais-LIBRAS e a língua oral da
comunidade ouvinte a Língua portuguesa. A Proposta Bilíngue não privilegia um
língua, mas quer dar direito e condições ao individuo surdo de poder utilizar
duas línguas; portanto, não se trata de negação, mas de respeito.
Dentro
da realidade educacional do Brasil a implantação de um programa bilíngue para
indivíduos surdos tendo a língua de sinais como primeira língua e a língua oral
como segunda língua, não é simples. A abordagem bilíngue pretende que ambas as
línguas a gestual (LIBRAS) e a oral (Português), sejam dominadas pela pessoa
com surdez. Porém, o domínio da função da língua escrita é fundamental, já que para
o surdo a Língua Portuguesa se expressa
através da escrita.
A
política educacional implementada através da escola Inclusiva trabalha numa
perspectiva de concretização do bilínguismo, onde as pessoas com surdez possam
ser vistas como indivíduos diferentes e não deficientes. A inexistência de uma
língua verbal substituída pela língua de sinais comprova a capacidade de
aprendizado e nega qualquer limitação que lhes sejam atribuídas.
domingo, 24 de novembro de 2013
Descrição e Audiodescrição
Vídeo disponível em : https://www.youtube.com/watch?v=22cmg2wNiRs
A audiodescrição do clássico infantil. Os Três Porquinhos é uma atividade que desperta nas crianças a curiosidade para o mundo da leitura e da escrita. Crianças com cegueira devem ser igualmente estimuladas para que possam participar plenamente de situações de aprendizagem, elas tem as mesmas potencialidades e desenvolvimento de aprendizagem que tem uma criança ouvinte.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Deficiência da Sociedade.
Precisamos transformar a visão da sociedade sobre o que elas pensam em relação a pessoas com deficiência.
domingo, 20 de outubro de 2013
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